A perda auditiva e a surdez trazem desconfortos e consequências negativas diversas para as pessoas que sofrem do problema, independentemente da idade e do grau de perda. Por isso, qualquer incômodo ou sintoma auditivo indica a necessidade de procura de um especialista para diagnóstico e tratamento precoces.

Um dos problemas associados à surdez é o zumbido no ouvido. Imagine passar o dia todo escutando um som que não existe e que você não consegue interromper. É o que as pessoas que sofrem do problema sentem.

No texto de hoje, falaremos sobre o zumbido no ouvido e sua relação com a surdez. Acompanhe!

O que é o zumbido no ouvido?

O zumbido é a percepção de um som, uma ilusão auditiva escutada pela pessoa, que na realidade não existe. Não há uma fonte externa sonora que gere o som. Os sons escutados podem ser semelhantes a apitos, chiados, toques, cliques, ruídos, cigarra, sirene, panela, motor, entre outros.

O problema é conhecido também como acúfeno, tinnitus ou tinido. O barulho escutado costuma ser agudo e com volume que varia entre 3 a 7 decibéis. Pode acometer apenas um ou os dois ouvidos.

Apesar de não ser um volume forte, o zumbido incomoda por ser contínuo e pode causar problemas na concentração e no sono da pessoa.

Qual a relação entre o zumbido e a surdez?

Primeiramente, é importante apontar que a surdez é que causa o zumbido, e não o inverso. O zumbido é um dos principais sintomas dos diferentes tipos de perda auditiva, nos mais variados graus, é um sinal de que algo não vai bem com a saúde auditiva.

A teoria que explica a relação entre o zumbido e a surdez pode ser explicada em alguns passos:

  • após uma perda auditiva, a cóclea (parte auditiva do ouvido interno) deixa de enviar corretamente sinais sonoros ao cérebro (córtex auditivo);
  • essa comunicação por sinais sonoros entre a cóclea e o cérebro é o que determina a reorganização, a hiperatividade e o aumento de volume pelos neurônios envolvidos na audição;
  • a perda auditiva e o corte dessa comunicação causam uma desregulação das células neurais;
  • essa desregulação leva a uma hiperatividade aberrante das células neurais, que torna-se permanente;
  • as áreas do córtex auditivo tornam-se confusas e descoordenadas por excesso de atividade;
  • o cérebro desenvolve um ruído próprio na tentativa de compensar a falta dos sinais enviados pela cóclea;
  • surge o zumbido no ouvido.

Quais as causas do zumbido?

A perda auditiva é a principal causa de zumbido no ouvido, mas o problema também pode ser causado por outras condições auditivas ou de outros sistemas do organismo. Existem mais de 200 causas relacionadas ao surgimento do zumbido. Algumas das principais causas são:

  • problemas nas taxas de gordura e glicose no sangue (colesterol alto, diabetes);
  • inflamações e infecções no ouvido;
  • excesso de cerúmen no canal auditivo;
  • problemas na articulação da maxila e mandíbula;
  • uso de medicamentos;
  • uso de drogas ou abuso de álcool;
  • estresse, ansiedade, depressão, insônia;
  • abuso de substâncias excitantes (café, chás, chocolate);
  • exposição prolongada a sons superiores a 85 decibéis;
  • tumor no cérebro que afeta o córtex auditivo.

Como prevenir?

A melhor forma de prevenir o zumbido é prevenindo a perda auditiva e a surdez, pois é a principal causa de seu surgimento. Algumas boas práticas de saúde auditiva são essenciais nessa prevenção:

  • evitar a exposição a sons altos por mais de 8 horas diárias;
  • não escutar música muito forte nos fones de ouvido;
  • utilizar protetores auditivos, para pessoas que trabalham em ambientes com ruídos fortes e contínuos;
  • manter hábitos saudáveis (alimentação balanceada, prática de exercícios físicos, não abusar do álcool);
  • aliviar o estresse com atividades relaxantes;
  • realizar avaliação audiológica periódica.

E lembre-se, se perceber o surgimento de zumbido no ouvido ou algum outro sintoma auditivo, procure um médico especialista e realize os exames diagnósticos.

Ainda tem alguma dúvida sobre o zumbido no ouvido? Deixe sua pergunta nos comentários!