A surdez, chamada de perda de audição ou hipoacusia pelos médicos, chega a afetar 1 em cada 7 brasileiros, seja com a perda total ou parcial da audição.

Mas afinal, o que causa a perda auditiva? Tem gente que já nasce surdo? É normal perder a audição à medida que envelhecemos? E os medicamentos, eles podem ter algum efeito?

Para descobrir a resposta a essas e outras perguntas, é só conferir aqui as 7 principais causas da perda auditiva.

1. Poluição sonora

A exposição a sons de forte intensidade durante a vida é a principal causa de perda auditiva, ocorrendo geralmente em trabalhadores de construção civil e fábricas ou em agricultores. Apesar disso, outros fatores ambientais como música alta e motociclismo também contribuem para essa perda auditiva.

Já quando a perda é imediata e associada a um único evento, ela costuma ser consequência do barulho de armas de fogo ou fogos de artifício.  

2. Envelhecimento

À medida que o corpo envelhece, as células do sistema auditivo vão ficando menos sensíveis ao barulho e a pessoa começa a perceber que a audição já não é mais a mesma. O mais comum é que a perda ocorra para sons de frequência mais alta — ou seja, sons mais agudos —, enquanto a audição para sons graves se mantém.

A grande dificuldade nesses casos costuma ser ouvir a fala de uma pessoa que está mais distante ou em um ambiente barulhento. Também é muito comum a pessoa dizer que ouviu o som, mas não entendeu o que foi dito.

3. Medicamentos

Os antibióticos da classe dos aminoglicosídeos (gentamicina, vancomicina, amicacina, estreptomicina, etc) e alguns remédios usados na quimioterapia são os mais associados à perda auditiva.

Nesse caso, o medicamento é tóxico às células do sistema auditivo e vestibular, provocando um dano irreversível aos dois ouvidos em uma pequena parte dos pacientes dos que utilizam o medicamento.

Já a aspirina, medicamentos do tratamento da malária e alguns diuréticos como a furosemida podem provocar uma perda auditiva temporária, que se resolve à medida que o medicamento deixa de ser consumido.

4. Infecções

Algumas infecções podem complicar com a perda auditiva, seja por efeito da febre ou por ação direta do microrganismo infectante. Grávidas infectadas com citomegalovírus, sífilis ou rubéola durante a gravidez podem dar a luz a crianças com diversas malformações, dentre as quais a surdez.

Já a meningite, o sarampo, a caxumba e a escarlatina podem infectar o indivíduo em qualquer fase da vida, trazendo riscos de complicações auditivas.

5. Hereditariedade

Alguns tipos de surdez são provocados por mutações genéticas hereditárias que passam de pai para filho e já estão presentes no momento do nascimento. Assim, se algum familiar (principalmente pai, mãe e irmãos) já nasceu surdo e não foi encontrada outra causa para a surdez, a chance do bebê também nascer com a perda auditiva é maior.

6. Cera de ouvido

O acúmulo de cera de ouvido pode impedir a condução do som e provocar a perda auditiva temporária. Mas nada de usar o cotonete para resolver o problema!

Nesses casos, é fundamental que a pessoa procure um otorrinolaringologista e realize uma limpeza do canal auditivo, um procedimento um pouco incômodo mas indolor que lava o ouvido com água morna e retira todo o excesso de cera.

7. Trauma

Seja pela introdução de um objeto no ouvido, quedas ou acidentes, a membrana timpânica pode ser perfurada e atrapalhar a condução do som. Uma vez que essa estrutura é rompida, a expectativa de retorno da audição depende do tamanho da lesão e do processo de cicatrização de cada indivíduo.

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