Você provavelmente já sabe que nem todas as pessoas com perda auditiva vivem em absoluto silêncio. O problema tem origens diversas e pode estar relacionado a danos nas células sensoriais ou ao nervo auditivo. Além disso, também existem diferentes graus de perda auditiva.

Geralmente, uma pessoa sem problemas auditivos consegue identificar todos os sons presentes no ambiente. Caso haja dificuldade para ouvir sons abaixo de 20 decibéis, a audição ainda pode ser considerada normal. Entretanto, quando essa capacidade começa a cair, é hora de procurar um médico para fazer o diagnóstico correto.

Para te ajudar a entender quais são as diferenças entre os graus da perda auditiva, listamos abaixo as características do problema em cada um deles:

1. Leve

Nessa fase, o indivíduo perde a capacidade de identificar sons abaixo de 40 decibéis. O tique-taque do relógio já passa despercebido e ouvir o que as outras pessoas falam, quando elas estão um pouco afastadas, torna-se difícil. Consoantes como o f, s, p, t, k tornam-se praticamente inaudíveis, permitindo distinguir somente as vogais em alguns casos.

Além disso, sons como o canto de passarinhos já não pode ser ouvido e conversar em um ambiente onde há muito barulho se torna uma missão bem complicada.

2. Moderada

A perda auditiva pode ser considerada moderada quando a dificuldade de identificar sons entre 41 e 70 decibéis entra em cena. Nesse caso, conversar em volume normal já não é possível, já que o som da fala não pode mais ser ouvido sem a ajuda de aparelhos.

Por exemplo, um cachorro latindo pode passar despercebido e somente sons em volume mais alto, como o choro de um bebê ou um aspirador de pó funcionando, podem ser notados. A comunicação com o mundo já atinge limitações relativamente grandes nesse momento.

3. Severa

Se o paciente já não consegue identificar sons que estão entre 71 e 90 decibéis, a perda auditiva pode ser considerada severa. O toque do telefone, por exemplo, só pode ser ouvido se estiver em volume máximo. Atendê-lo e compreender a voz do outro lado, torna-se impossível.

Junto a isso, a comunicação interpessoal em tom de voz normal fica impossibilitada.

4. Profunda

Aqui, o indivíduo é incapaz de identificar sons abaixo de 90 decibéis. Isso significa que a fala somente pode ser ouvida caso esteja amplificada. E ainda assim, com grandes dificuldades. A pessoa ouve, às vezes vagamente, somente sons muito altos, como a turbina de um avião.

Nesse sentido, a leitura labial torna-se imprescindível para a comunicação e o aparelho auditivo não costuma apresentar resultados satisfatórios, sendo indicados outros tipos de tratamento.

Caso essa condição esteja presente desde o nascimento, o desenvolvimento da fala pode ficar seriamente comprometido, já que não haverá referências sonoras para criar o próprio repertório.

Nem todos os graus de perda auditiva fazem com que um paciente possa ser considerado surdo. Ele só poderá ser classificado dessa forma se a perda auditiva for identificada nos graus severo ou profundo.

Gostou de saber mais sobre os diferentes graus da perda auditiva? Restou alguma dúvida sobre o assunto ou quer compartilhar sua experiência? Deixe o seu comentário aqui no post e participe!