Pais de crianças com deficiência auditiva normalmente sentem seu mundo “desabar” quando descobrem o problema. Além da ideia de que talvez o pequeno não consiga se desenvolver, ainda existe o medo do preconceito.

Entretanto, não há motivos para se desesperar. Já existem tratamentos eficazes que, quando iniciados precocemente, apresentam um resultado altamente satisfatório. Além disso, o primeiro preconceito a ser vencido é o seu próprio.

Os pais têm papel fundamental na inclusão da criança com perda auditiva, e se você não sabe por onde começar, listamos abaixo 4 dicas que vão ajudá-lo:

1. Lidar bem com a deficiência auditiva

Ainda há pouco estávamos falando sobre o preconceito. Os pais devem ser os primeiros a encarar a deficiência auditiva com naturalidade. Uma criança com problemas na visão precisa usar óculos, correto? Pois bem, a que tem deficiência auditiva usa aparelho (ou implante coclear). Não existe diferença, entende?

Dessa forma, com uma visão mais positiva da situação é possível tratar a criança com igualdade e ainda estimular o seu desenvolvimento, com atividades que favoreçam a interação com outras pessoas.

2. Ajudar a mudar o contexto de isolamento social

Uma vez vencida essa barreira dentro de casa, ainda há um longo caminho pela frente. O próximo passo é buscar informações sobre o assunto: você sabe como funcionam os tratamentos e quais são os resultados que devem ser esperados?

Pesquise, converse com médicos e profissionais da área e reúna todo o conhecimento que você conseguir. Em seguida converse com as pessoas do seu convívio para também conscientizá-las de que a criança surda não é diferente das demais — ela tem sentimentos e pode comunicar-se também.

É dessa forma, trabalhando para mudar o ambiente à sua volta, que um dia conseguiremos transformar o mundo. Lembre-se sempre de que informação é poder.

3. Contar com a ajuda de instituições especializadas

Existem algumas entidades especializadas em auxiliar crianças com problemas auditivos. Conversar com profissionais que atuam nessas instituições ajudará a abrir ainda mais a sua mente em relação ao tema.

Além disso, essas entidades contam com grupos de apoio nos quais a criança é estimulada a interagir. Dessa forma ela se sente acolhida e igual às demais. A inclusão também tem ação direta sobre o psicológico da criança.

Quanto mais ela se sentir incluída, mais ela terá vontade de interagir, o que favorecerá (e muito) o seu desenvolvimento.

4. Estimular a participação da criança surda em grupos

O que fazer se o seu filho se recusar a frequentar determinado grupo que você julga importante para o desenvolvimento dele? O primeiro passo é conversar com a criança. Mostre a ela o quanto vai ser bom participar das atividades e fazer novos amigos.

O segredo está em fazer com que ela sinta que deve frequentar o grupo não por ser diferente das demais, mas porque é algo que fará bem ao seu desenvolvimento e a colocará em contato com outras pessoas.

Viu só como o papel da família é fundamental na inclusão de crianças com deficiência auditiva? Compartilhe este post nas redes sociais e ajude outros pais que passam pelo mesmo problema!