A perda auditiva relacionada ao envelhecimento é chamada de presbiacusia e é um dos principais problemas de saúde que afetam a população idosa. Ela também pode ser relacionada a fatores hereditários ou à exposição prolongada a ruídos altos.

Muitos idosos aceitam a perda auditiva como “normal” da idade, o que faz com que não procurem ajuda ou tratamento para seu problema. Mas a surdez na terceira idade pode e deve ser tratada o mais precocemente possível.

Um dos principais tratamentos para os idosos é o uso do implante coclear. Acompanhe o texto de hoje para saber como ele funciona e outras informações!

O que é o implante coclear?

É um dispositivo eletrônico que tem o objetivo de substituir as células ciliadas presentes no ouvido interno que estão danificadas quando há perda auditiva severa ou profunda. Ele é parcialmente implantado na orelha por meio de uma pequena cirurgia e gera sensações sonoras ao estimular o nervo auditivo.

É formado por um sistema externo e interno. O sistema externo é formado por um microfone, um processador de fala e uma antena transmissora. O interno, por um receptor e um arranjo de eletrodos.

O implante coclear é indicado para pessoas com perda auditiva neurossensorial severa a profunda bilateral e que não obtiveram bons resultados com o uso de aparelhos auditivos convencionais. 

Como funciona?

O microfone presente no sistema externo do implante capta os estímulos sonoros do ambiente e os transmite ao processador de fala. O processador analisa os sinais sonoros e os transforma em sinais elétricos, que são transmitidos para a antena.

A antena transmite os sinais pela pele por meio de radiofrequência. Esses sinais chegam ao receptor interno, que os transforma em sinais eletrônicos e libera impulsos elétricos diretamente no nervo auditivo, que conduz a informação sonora ao cérebro.

Qual a diferença entre o implante coclear e o aparelho auditivo?

O aparelho auditivo convencional tem o objetivo de amplificar os sons ambientes para que a pessoa com perda auditiva possa escutá-los. Para que ele funcione adequadamente, é preciso que a pessoa tenha alguma audição preservada, para escutar os sons que foram “aumentados”.

Em casos mais severos de perda auditiva, a audição está tão prejudicada que não adianta aumentar os sons ambientes. Por isso, é preciso utilizar o implante coclear que, em vez de aumentar o som, “imita” as funções do ouvido prejudicado.

Quais são os cuidados para idosos?

O implante coclear não tem restrição de idade para ser implantado, portanto pode ser utilizado por todos os pacientes da terceira idade. Porém, quanto maior o tempo de surdez, mais difícil será a reabilitação.

Algumas barreiras encontradas para o uso do implante coclear em idosos estão relacionadas à falta de informação sobre as novas tecnologias auditivas e o preconceito com o uso de próteses no corpo humano. Todas essas questões devem ser conversadas e explicadas para o idoso, para que ele participe conscientemente da decisão de tratamento.

É necessário que o paciente entenda que o implante coclear possibilita que os sons voltem a ser ouvidos, porém não se pode considerar que a audição será normal. Mesmo assim, esse é um dos principais caminhos para que o idoso aumente a qualidade de vida e volte a ter interação social.
 
E aí, entendeu como funciona o implante coclear e quais as suas vantagens? Se você acredita que esse tratamento pode ser indicado para você ou algum familiar, entre em contato com a nossa equipe para conhecer os produtos e encontrar o centro de implante mais próximo!