A audição é o sentido fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem na infância. O diagnóstico precoce da perda auditiva em crianças é essencial para estabelecer uma reabilitação adequada, mas chegar a esse diagnóstico nem sempre é uma tarefa fácil.

A perda auditiva pode ser confundida com alguns distúrbios de atenção ou com dificuldades de aprendizagem, como o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e a dislexia — um distúrbio cuja característica principal é a dificuldade de leitura.

Portanto, é importante saber como diagnosticar a perda auditiva o mais rápido possível, pois caso o tratamento não seja claro até os três anos de idade, as crianças podem sofrer consequências graves no desenvolvimento da linguagem e dificuldades de aprendizagem.

Confira abaixo como identificar a perda auditiva e quais são os impactos para o aprendizado da criança.

Como identificar a perda auditiva em crianças

A identificação da perda auditiva tem o seu primeiro passo na triagem neonatal. Obter um diagnóstico nos primeiros seis meses de vida é crucial para que a criança possa se desenvolver bem. Após essa avaliação, a criança dependerá da vigilância e do acompanhamento dos pais, médicos, familiares e professores.

Como a perda auditiva pode se manifestar enquanto bebê ou criança, é importante fazer repetir a audiometria, ou seja, um teste auditivo realizado pelo fonoaudiólogo ou médico otorrinolaringologista. 

A forma mais fácil de detectar a perda auditiva é prestar atenção aos sinais que o comportamento da criança nos indica. Atraso e ausência de diálogo são dois sintomas principais da possibilidade de perda auditiva, bem como a dificuldade de absorver os assuntos na escola ou distração.

Quais são os níveis de perda auditiva

Quando se pensa em perda auditiva, a tendência é lembrar somente de duas variações: saudável, para quem possui a audição normal, ou inexistente, ou seja, uma surdez total. Entretanto, não é bem assim. Existem vários níveis de perda auditiva: leve, moderada, severa e profunda.

A perda auditiva leve pode prejudicar o desenvolvimento da linguagem e pode ser necessário o uso do aparelho auditivo e terapia. Já a deficiência moderada pode atrasar o processo da fala e linguagem, sendo indicado o uso de aparelho auditivo aliado à terapia fonoaudiológica.

O nível severo de perda auditiva impacta em bloqueios no desenvolvimento de fala e linguagem, todavia, com o uso do aparelho auditivo ou implante coclear, processo de terapia e esforço continuado, aumentam as possibilidades da criança fazer uso da audição para se desenvolver e aprender.

Quanto ao nível profundo, caso não haja esforços para amenizar o quadro, é praticamente inviável desenvolver a linguagem e a fala. Entretanto, ao adotar o uso de implante coclear, existem condições de alcançar uma linguagem normal.

É importante saber que o implante coclear não é uma cirurgia complicada, pelo contrário: trata-se de um dispositivo eletrônico que é implantado cirurgicamente atrás da orelha para estimular o nervo auditivo e criar novamente o sentido sonoro.

Consequências para o aprendizado

A perda auditiva pode acarretar graves consequências para o desenvolvimento da criança, o que no dia a dia escolar se traduz em dificuldade de compreender a fala dos coleguinhas e da professora, dificuldade de concentração, isolamento social, diminuição do interesse pelas atividades, entre outros.

Como a escola pode ajudar

Um ambiente escolar saudável deve contar com o apoio conjunto dos pais, dos educadores, de profissionais da saúde e com a integração entre os amigos, promovendo consciência e conhecimentos sobre essa realidade. Assim, a perda auditiva em crianças não precisará ser vista como um bicho de sete cabeças, mas como uma limitação que pode (e deve) ser amenizada conforme o seu grau e histórico.

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